a revista de cinema publicou um breve informativo sobre o satori.
vc pode ler aqui ou no leia mais, logo abaixo..
na última apresentação do satori em barcelona, o pessoal do espaço daedalus preparou um texto para apresentar o filme..
o convite, em sua versão integral, é este abaixo:
"¡Hola a todos/as!
Respondiendo a las heladas noches que ya nos abrazan (con algún resfriado que otro) nos situamos ante el DADAdialogo 19, con la presentación de un cortometraje , frío y silencioso en ambientación, pero cálido y rico en contenido. Se trata de Satori Uso (35m m, BRA, 2007) cortometraje con gran carga de poética espacial y espiritual, propia de las películas de Wong Kar-Wai, y sutil dosis de análisis antropológico, que nos recuerda, a su vez, a la íntima mirada de Ingmar Bergman. Dirigida por Rodrigo Grota, la pieza construye un camino lleno de voluntaria ausencia y evidente incomunicación, en un contexto donde se debate entre lo real y lo ficticio.
Mariana Soares, Asistente de Dirección, nos guiará en este sendero audiovisual entre dos culturas (la brasileña y la japonesa): 2 mundos…; 1 realidad.
La cita acontecerá el próximo viernes 26 de octubre a las 20:30 en
el espacio DAeDAlus: C/ Trafalgar 48, interior 1º b
¡Os esperamos!
elodie, fabiola, pau y miguel angel
Links:
http://www.peruactual.com/index.php?q=satori+uso&en=youtube
www.daedalus-arq.com"***
(texto publicado pela Revista de Cinema
O Falso Poeta das Sombras
Satori é um poeta japonês abandonado por sua musa inspiradora. Entre sombras e movimentos rústicos e lentos, ele busca inspiração para seus poemas, e sua história é narrada por um cineasta, Jim Kleist, que tentou filmá-lo, mas não terminou. Na bela fotografia do preto e branco, o curta “Satori Uso”, de Rodrigo Grota, é desenhado em tom de ficção e documentário ao mesmo tempo. Ao primeiro olhar, parece que tudo está muito claro e que Grota decidiu finalizar o trabalho de Kleist. Mas, na verdade, Kleist não existe, nem Satori. Trata-se de um retrato de uma farsa. Confuso? Nem tanto. Satori Uso era o pseudônimo de um poeta que publicava versos num jornal de Londrina, no Paraná, e, como ele fez sucesso por lá, Grota resolveu transpor o poeta para a ficção do cinema, mostrando seus versos e mantendo a brincadeira do nome, que em japonês significa “falsa luz”. Nos créditos finais, o diretor deixa algumas pistas de sua verdadeira intenção. O curta é o primeiro de uma trilogia que ele pretende filmar sobre a Londrina dos anos 50, e será seguido por “Booker Pittman”, sobre uma moradora real da cidade. “Satori Uso” foi filmado em formato digital HDV e é o primeiro do diretor a ser passado para película. No Festival de Gramado deste ano, levou o prêmio da crítica e o de melhor fotografia.
Rodrigo Grota
Nascido em Marília, no interior de São Paulo, Grota mora há dez anos em Londrina, e entrou no cinema depois de se formar em jornalismo. Trabalhou como assistente de direção e, em 2004, finalizou seu primeiro curta, “Londrina em Três Movimentos”. Além do mestrado em filosofia, ele agora prepara mais dois filmes para fechar a trilogia.
Publicado em 23 de janeiro de 2008 às 15:45 por grota